Sabe quando você era uma garotinha e acreditava em contos de fadas? Aquela fantasia de como sua vida seria - o vestidinho branco, o Príncipe Encantado que iria te carregar até o castelo. Você se deitava na cama à noite, fechava os olhos e acreditava piamente em tudo. No Papai Noel, na Fada dos Dentes, no Príncipe Encantado - eles estavam tão perto de você que dava para sentir o gostinho deles. Mas aí você cresce e um dia você abre os olhos e o conto de fadas desaparece. A maioria das pessoas acabam então se dedicando às coisas e às pessoas em que confiam. Mas o lance é que é difícil se desprender totalmente de um conto de fadas porque quase todo mundo tem um tiquinho de fé e esperança que uma dia eles vão abrir os olhos e tudo aquilo vai se tornar realidade. [...] Ao final de um dia, a fé se torna uma coisa engraçada. Ela aparece quando você menos espera. É como se, um dia qualquer, você percebesse que o conto de fadas é um pouco diferente do seu sonho. O castelo pode não ser bem um castelo. E que não é tão importante ter um "felizes para sempre" e sim um "felizes nesse exato momento". E, uma vez ou outra, as pessoas podem até te deixar sem fôlego. E não adianta fugir dos seus próprios problemas. Eles te perseguirão, até você resolvê-los. Gandhi disse que o que quer que você faça na vida será insignificante. Mas é muito importante que você faça. Porque se você não fizer, mais ninguém fará. Como quando alguém entra na sua vida, e metade de você diz? Você não está preparado. Mas a outra metade diz: faça dela o seu pra sempre."Um dia você encontra o amor da sua vida, e uma parte de você diz: cuidado, afaste-se, fique na cova, você não está preparada. Você ainda está ferida. Você está cheia de conflitos, e ele merece alguém melhor que você. Mas a outra metade diz: lute, faça dele o seu pra sempre. É isso que eu tenho tentado fazer mesmo do meu jeito estranho. Acho que é essa toda a questão. "Uma vez você me disse: 'Nossas digitais não se apagam das vidas que tocamos.' Isso vale pra todo mundo? Ou era só uma baboseira poética?" Será que vale pra todo mundo? Será que as vidas que eu toquei levarão minhas digitais pra sempre? Será que se esquecerão que um dia passei por elas? Eu parei pra perceber que a cada toque de digitais diferentes, eu nunca mais fui a mesma. Cada toque me mudou de maneiras diferentes, e permanecem aqui. Não sei se sou problemática mas nunca me esqueci das vidas que me tocaram, dos momentos que passei com alguém. Talvez isso não seja apenas baboseira poética. Eu posso não saber o significado da minha vida, e realmente não preciso. basta saber que ela tem um. basta me preocupar em viver, e em comer a sobremesa primeiro, pois pode não dar tempo de chegar ao que eu mais queria. E mesmo que ele não esteja mais aqui, meu coração sempre será dele.
Um comentário:
Lindo texto...adorei Priscila!
Gostei daqui e estou te seguindo tb! :)
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